Fórum de debates - Preparação

Este BLOG é o local virtual para iniciarmos o debate para a realização da Audiência Pública com o Conselho Nacional de Educação (CNE), região centro-oeste.

Vamos elencar sugestões, discuti-las e ajudar a deliberar sobre temas a serem encaminhados para o dia 28/06 (Audiência preparatória) e para o dia 01/07 (Audiência com o CNE).

O que você tem a nos dizer? Diga aqui, poste seu comentário!

Quais são suas ideias? Qual é a sua opinião sobre a música na educação básica? Quais sugestões e ideias você gostaria que fossem encaminhadas ao Conselho Nacional de Educação? Poste seu comentário (logo abaixo), vamos debater e organizar nossas questões para os dias 28/06 e 01/07.

45 comentários:

GEM UnB disse...

Quais são os temas que você gostaria de serem debatidos na Audiência Pública com o Conselho Nacional de Educação? Solicitamos a gentileza de você se identificar (Nome e Instituição ou Grupo de origem) Deixe seu comentário logo abaixo! Obrigado por contribuir com o debate!

Anônimo disse...

Desejo respeito pela profissão de professor de música.
Desejo integração entre os saberes artísticos, musicais e educacionais.
Será possível unir lé com cré?
Por que vivemos em uma sociedade do espetáculo, parece que artistas têm mais valor, mas é preciso lembrar que também se aprende a ensinar, a aprender, e a ensinar de novo, etc, etc... e o mais importante deveria ser o respeito. Espero ajudar a construir uma sociedade mais comunicativa, democrática e respeitosa!

janio carlos disse...

Falar, sobre Ensino de Música é algo que é fundamental. Torna-se necessário trabalhar música, nas escolas públicas e privadas, pois afinal a nossa diversidade brasileira tende a favorecer muitos elementos que possam subsidiar uma aproximação eficaz e vindoura para as próximas gerações.

janio carlos disse...

Quais são suas ideias?
Acho muito relevante essa oportunidade. Sugiro que façamos um clamor nacional para que os governos possam inserir a disciplina música no ambiente escolar, pela sua importância que o envolvimento traz para o educando e quanto ao seu desenvolvimento cognitivo. Penso que a música tem muito a contribuir com a desenvolvimento de crianças da educação básica, de acordo com o planejamento adequado, e com base no convívio social em que devam estar inseridos. O professor de música tem um papel fundamental, na educação em sala de aula. A experiência de muitos músicos anônimos de nosso Brasil é um espelho do talento que temos ao conduzirmos diversas experiências vividas por eles. De acordo com esse tópico sugiro que pensemos em um estudo que praticas musicais possam subsidiar o envolvimentos de alunos em sala de aula, com um contexto informal, mas, em sala de aula. Dessa forma, o professor tende a conduzir um ensino de música com base em troca de informações entre os alunos e sua própria experiência.

Jizele Santana disse...

Este é um momento importante e espero que possa trazer bons resultados para a educação musical no Centro-Oeste. Acredito que entre tantas questões a serem discutidas, poderão ser colocados em pauta assuntos como, o que seria trabalhado em sala de aula, principalmente nas escolas públicas, e que recursos didáticos poderiam ser utilizados, por exemplo. Resido em Mato Grosso e confesso nossa realidade aqui é bem diferente de outras localidades do Brasil, ou seja, somos carentes na área da educação musical. Espero realmente bons frutos desse encontro.

Anônimo disse...

O ensino da música é fundamental na educação básica, porém a falta de profissionais habilitados ao seu ensino é uma preocupação, então porque não se investir mais no profissional de pedagogia, não que ele vai substituir o profissional da música mas sim uma parceria. Nos pedagogos temos a música com uma ferramenta muito útil e que vem dando significados extraordinários na aprendizagem das crianças.

Flavia Maria Cruvinel disse...

Para discutirmos a "Música nas Escolas" em Goiás, em um momento preparatório para a audiência em Brasília, convidamos todos os educadores musicais de Goiás e militantes da Cultura para Reunião Pública, no dia 26 de junho, quarta-feira, as 19h, no Centro Cultural UFG, situado na Praça Universitária. Este momento será uma oportunidade de participação dos professores de música do Estado de Goiás e sociedade civil compartilharem experiências e fazerem proposições, que serão encaminhadas formalmente na audiência regional, afim de colaborar na construção de diretrizes para o ensino musical escolar de forma participativa, em consonância com o pensamento, as práticas e as realidades de cada região.

Reunião: "Música nas Escolas" - Proposições e Encaminhamentos de Goiás para garantir o cumprimento da Lei nº 11.769/ 2008
Data: 26 de junho - quarta-feira
HORÁRIO:19h
LOCAL: CENTRO CULTURAL UFG - Praça Universitária

Tati Santos - Pedagoga, com especialização em Língua Portuguesa e Literatura e Cantora disse...

Cada rede de ensino precisará se organizar para atendimento desta demanda. Sabemos que não é uma tarefa simples. Dessa forma, como garantir um ensino de qualidade por parte de professores não especialistas? É possível o professor com formação em pedagogia, por exemplo, ensinar música?

maria isabel Montandon disse...

Em meio a tantos protestos, espero que o Decreto 34.267, imposto pelo governo Agnelo para o DF, sem diálogo, e que obriga um modelo único de ensino de música em todas as escolas do DF, sem conversar com ninguém, sem levar em conta dezenas de projetos de ensino de música já existentes no DF, eliminando a contratação de professores, e onde uma grande soma de dinheiro público será gasta não se sabe bem como, seja também discutido, analisado e refutado como proposta de ensino de música nas escolas. Quem deve decidir são professores dos diversos níveis, estudantes, secretaria de educação, músicos dos diversos gêneros e estilos musicais, compositores especialistas, e sociedade geral. É isso que o CNE quer - ouvir quem de direito e de fato deve decidir.

Nathália Uchôa disse...

Queria que houvesse aulas de música nas escolas de Ensino Médio, principalmente para falar sobre as músicas que caem no PAS para melhor interpretação delas pois não trabalhando com isso e é de extrema importância para a aprovação no Vestibular. Sem contar que música é vida, é cultura, é EDUCAÇÃO. O que somos sem música? As crianças e jovens precisam disso, até para se reeducarem musicalmente, pararem de ouvir tanta música internacional quando temos tanta riqueza brasileira (e não estou falando do funk). Precisamos descobrir mais Renatos, Cássias Eller, Caetanos, Elisas Reginas, Cazuzas, Ritas Lee...

Nemo de Souza disse...

Sugiro discutir a definição de um currículo. Os PCNs são extremamente ineficientes, devido ao excesso de abstração com que abordam o ensino de música. Percebo, por parte de colegas e de coordenadores da rede particular, uma dificuldade em relação ao quê se trabalhar e com que profundidade (além de como aferir o trabalho do funcionário).

Do jeito que está, algumas escolas estão colocando quaisquer professores, em vez de contratar profissionais licenciados em música.

A definição de um currículo orientará não só professores, mas também coordenadores e diretores de escolas particulares, por exemplo.

Nemo de Souza
Colégio Sagrado Coração de Maria

Unknown disse...

Nada mais justo esse Fórum de Debates sobre o ensino de música na educação básica. Vejo que, em meio a tantos descasos em nosso país sobre esse papel de tamanha relevância que é o ensino obrigatório da música nos colégios, esperamos que depois deste fórum uma nova perspectiva possa se reacender rumo aos nossos direitos adquiridos. O professor de música ainda não é respeitado suficientemente, queremos que isso mude. Paulo Almeida UnB

Raquel Rodrigues disse...

já existe reserva de mercado para o ensino musical escolar?

quer dizer, basta a carteirinha da omb pra lecionar (ou nem isso precisa?), ou é necessária a licenciatura em música/artes?

se não, por quê?

cportoc disse...

Gostaria que fosse discutida uma questão de base: a aula de música sonora, por essência, e não a silenciosa por falta de espaços apropriados ou porque incomodam as outras disciplinas. Inclusão da diversidade musical/sonora, sem dúvida. E especial atenção à saúde auditiva nas práticas musicais escolares, porque se "a música alta (em volume ensurdecedor) veio para ficar", penso que cabe aos docentes alertar continuamente para suas consequências.

Anônimo disse...

A meu ver, a implementação do Ensino de Música na Educação Básica em um país de proporções continentais como o nosso pode gerar questionamentos de diversas naturezas, a saber:
• Como iremos fazer para conseguir incluir no currículo de nossas escolas a diversidade musical existente nas variadas regiões brasileiras diante da convicção de alguns sujeitos que — por razões políticas, ideológicas e/ou econômicas, entre outras — acreditam existir uma cultura musical “universal”, e que por isso, hegemônica, primordial/fundamental?
• Quais critérios serão adotados para a seleção e aplicação de determinadas abordagens e métodos de ensino de música nas escolas brasileiras? Por quê?
• Quais serão os reais direitos e deveres dos professores de música que irão atuar na Educação Básica depois que a lei, de fato, tornar-se uma realidade nas escolas brasileiras?
• Como iremos fazer para ensinar estudantes cada vez mais ansiosos em aprender, na escola, músicas que a todo instante é veiculada pela mass media?
• Que conteúdos selecionar? Por quê?
• Por que gostaríamos de elaborar e ver algumas decisões cumpridas pela lei em detrimento de outras?
• Em termos de música, o que seria importante/fundamental ensinar na Educação Básica? Por quê?
Augusto Charan – (UnB)

Maria de Barros disse...

Olá! Sou Maria de Barros, professora da Escola de Música de Brasília, na área de Canto Popular.

Entendo que a implementação da Lei 11.769/2008 no País, diferentemente do que aconteceu em Brasília com o Decreto 34.267, precisa de mecanismos para garantir que a cultura e a música de cada comunidade sejam o ponto de partida do ensino de música em cada escola, contemplando toda a diversidade possível. Acredito que deveria haver uma estreita ligação entre os pontos de cultura e as unidades educacionais. Partindo das manifestações mais próximas, que já trarão muito "assunto", o terreno pode ser preparado para que outras manifestações podem ser conhecidas, respeitadas e assimiladas. O contato com os elementos da linguagem musical, cênica e plástica, entre outros conteúdos, devem, no meu entender, ser colocados a serviço de cada comunidade na aproximação, compreensão e vivência das diferentes manifestações.

Para isso, além da formação gradativa de professores, é preciso aparelhar as escolas com a estrutura necessária.

Vamos à audiência.

maria isabel Montandon disse...

OI Pessoal, por isso a Audiência é tão importante por várias razões. Primeiro, por estar propondo uma construção conjunta, colaborativa, de um documento que irá guiar vários professores, inclusive, a nós mesmos. Sempre reclamamos dos currículos já prontos, dos PCNs como comentou acima, o Nemo. Essa é uma forma de contribuirmos e entendermos os limites e potencialidades das regulamentações de leis. Segundo, por ser um momento em que poderemos trocar experiências, boas e ruins, colocar nossas preocupações, e propor soluções. Terceiro, entender a função do CNE e a de um documento regulatório da Lei. Vamos participar, mobilizar colegas, professores, diretores...

maria isabel Montandon disse...

Oi Maria, bem vinda!!! Concordo com você sobre a possibilidade de inter relações entre escolas e pontos de cultura. A questão é como isso será feito, e por quem. Por exemplo, o Decreto 34.267 - que foi imposto via secretaria de cultura, não dialogou com a secretaria de educação. Via cultura, via ONGs e OSCIPs, elimina a participação da Secretaria da Educação - que se limitou a ser cumpridora do que foi determinado, sem direito à participação na construção do processo, eliminando também a figura do professor. Essa é um péssimo modelo de interação entre as duas secretarias. Mas há outros bons exemplos, felizmente.

maestro Jorge Antunes disse...

Estudei no Colégio Pedro II, Externato, Rio de Janeiro, entre 1953 e 1960.

Lá existiam 3 atividades voltadas à Música:

1) Disciplina Canto Orfeônico
2) Orfeão do Colégio Pedro II
2) Banda de Música do Colégio Pedro II

Nas aulas de Canto Orfeônico se aprendia rudimentos de teoria musical, os hinos pátrios, e canções a duas e três vozes. A disciplina era obrigatória. Os professores (Homero de Magalhães, Profa. Laura Dale Pinto, Profa. Nilza Rocha, eram egressos do CNCO).
A participação no Orfeão e na Banda não era obrigatória. Os alunos não eram obrigados a participar. Mas eu participei das 3 atividades. Na banda aprendi a tocar saxhorn.
Entendo que nas escolas, hoje, o ideal seria a mesma coisa. A adoção de El Sistema, aqui, deve acontecer, mas com o mesmo esquema: abrindo o leque de possibilidades para a educação através da música, mas também despertando novos talentos musicais e formando plateias de bom gosto artístico e capacidade crítica.
Uma coisa é a disciplina Educação Musical, obrigatória, cumprindo a lei, a ser ministrada com método de livre escolha do professor.
Outra coisa seria a Orquestra Juvenil e os Orfeões ou Coros.
A orquestra e os coros, evidentemente, seriam optativas.

A prática da Educação Musical, por outro lado, deveria tratar do conhecimento histórico e estético das vertentes musicais que não têm espaço nos meios de comunicação: a música folclórica, o saber popular, a música clássica, erudita, experimental, moderna, vanguadística, eletroacústica, especulativa, assim como a música popular não comercial e a instrumental em particular.

Uli disse...

Prezado Jorge. Concordo em parte contigo quando você diz que a atividade extra deveria ser NÃO obrigatória. Isto NÃO está contemplado no decreto do governador, que obriga a todos a ter o horário de música complementar no contra turno da grade obrigatória da escola (as crianças até os 5 anos). Cruzes, isso pode afastar o jovem do gosto pela música! A música erudita, e nenhuma música, (na verdade eu estou querendo dizer, nenhuma pessoa... merece isso, essa obrigatoriedade no contraturno... (aliás, ninguém mereceria obrigatoriedade de nenhuma coisa no contraturno, creio eu...) À escola estão querendo imputar uma responsabilidade (social) que não pode ser assim... Há que se pensar mais sobre o assunto e pensar outras alternativas. O horário integral na escola surge como demanda social (tirar o jovem das ruas), e não educacional. Será que o governador pensou musicalmente e pedagogicamente ao propor esse decreto? Bem, do jeito que a escola vai, não está bom. Imagina estender a pedagogia que não tem dado certo nas escolas para o período integral, incluindo música. Cruzes de novo, nem quero imaginar... E que proposta pedagógica é essa que está no decreto? (Veja o decreto aqui: http://www.sinj.df.gov.br/SINJ/DetalhesDeNorma.aspx?id_norma=74001) Não sei, não conheço, mas creio que quem trabalha com o assunto deveria ser devidamente consultado, ainda mais em um governo que se diz democrático e popular. Estamos ansiosos por ser ouvidos pelo CNE. Eu teria outra opinião também sobre a Educação Musical, mas já está muito longo meu post... Obrigada por se dispor ao debate. Abraço.

Anônimo disse...

As questões que eu gostaria de levantar são de caráter prático e operacional neste primeiro momento. Para se ter aula de música nas escolas é necessário uma infraestrutura mínima, básica, ou seja, uma sala na qual os alunos possam fazer música, produzir sons sem "atrapalhar" as salas ao lado.

Há sim a necessidade de instrumentos, não o 'kit banda escolar', ou seja, instrumentos que são 'entulhados' nas salas e que estão sendo devolvidos ao GDF por falta de uso!Instrumentos esses que nem ao menos afinam!

Não basta dar a bolsa família ou o kit banda escolar. Não basta comprar instrumentos de qualidade duvidosa e ainda se vangloriar: "Ministério da Educação disponibiliza Kit Banda Escolar"

Quem foi consultado? Quem solicitou instrumentos de banda? Somente para desfilarem nas comemorações de Sete de Setembro, Dia da Independência do Brasil? Para quem? Cada kit custou R$ 28.558,00!!! Quais são nossas reais dificuldades e demandas para que o ensino de música nas escolas tenha qualidade e que nossos alunos se sintam motivados, entusiasmados em tornarem-se professores de música e atuarem na educação básica!

Podemos dar opinião? Podemos dizer o que precisamos? Multipliquem o valor de cada kit banda escolar pelas 656 escolas públicas do GDF - R$ 18.734.048,00. Como poderíamos ter utilizado melhor essa quantia que agora está sendo sucateada, entulhada e devolvida!

Solicito que além das questões ideológicas, a necessidade de conquistar nosso espaço, alcançar o respeito e reconhecimento da sociedade, que possamos também solicitar as nossas demandas práticas.

Aula de música sim! Sem fazer som para não atrapalhar a sala vizinha - impossível!! 45 minutos com mais de 30 alunos em sala de aula sem 'fazer barulho - como os diretores e coordenadores falam'- questionável. O primeiro ponto na minha opinião seria esse.

O professor de Educação Física tem a quadra de esporte para trabalhar com os alunos. Nós professores de música precisamos de um espaço específico para trabalharmos. Precisamos de instrumentos, precisamos de profissionais capacitados que toquem mais do que três acordes no violão. Precisamos de objetivos claros em cada etapa, em cada ano/série da educação básica.

GEM UnB disse...

Olá, você que está chegando agora por aqui, veja abaixo uma breve lista de temas levantados pelos participantes que postaram, até o momento, aqui no blog. E você o que tem a dizer?

1. valorização da profissão de professor de música
2. interação entre artistas e músicos
3. acolhimento da diversidade musical
4. metodologias variadas e capacitação de professores
5. definição de currículo
6. necessidade de materiais didáticos
7. interação entre pedagogos e professores de música
8. qualificação do professor de pedagogia
9. questionamento do decreto do Governo do DF
10. aulas de música no ensino médio: acolhimento da diversidade
11. espaços adequados para trabalhar música na escola
12. quem define métodos, currículo, repertório?
13. Quais são os direitos e deveres do professor de música?
14. Interação entre pontos de cultura e unidades educacionais
15. interação entre as linguagens musical, cênica e plásticas
16. respeito e inclusão da cultura e da música de cada localidade – ponto de partida para ampliação e diversidade cultural
17. qual a função do CNE?
18. Adoção do El Sistema
19. Despertar talentos musicais
20. Formar plateias de bom gosto e capacidade crítica
21. A não obrigatoriedade de atividades complementares musicais
22. Participação da sociedade e das instituições e pessoas envolvidas com educaçao musical na definição das políticas públicas locais e nacionais

Anônimo disse...

Eu troco meu Kit Banda Escolar pela meta: um professor de música em cada escola de educação básica no país com um espaço adequado em cada uma dessas escolas. SIIIIIIIIIIIIMMMMMM!!! Esse ou EssA cara vai ajudar na construção do currículo (de música e interdisciplinar) dessa escola, vai escolher metodologias ou específicas para necessidades específicas, vai interagir com os pedagogos e os professores das outras artes e os artistas (diversos) que visitarão a escola e vai lutar, no sindicato, por ter mais outros professores de música para trabalhar com ela/ele... E o salário, ó...

Unknown disse...

olá sou tonicesa badu, licenciado em música pela unb e já ensinei música para todas as faixas etárias. antes de me colocar, uma pergunta: esse decreto do agnelo já tá valendo ou esse forum terá poderes para interferir, acrescentar, tirar, modificar ou mesmo substituir o modelo de educação musical que o decreto impinge ou quer impingir? valeu, abs badu

Anônimo disse...

De acordo com Chervel (1988), a noção de disciplina escolar é historicamente recente, isto é, começa a vir à baila nos primeiros decênios do século XX. Não se sabe profundamente porque algumas disciplinas como, por exemplo, a matemática e a língua materna, entre outras, foram se tornando, ao longo do tempo, obrigatórias nas escolas de praticamente todo o mundo.
É óbvio que essas disciplinas tiveram o prestígio, ou melhor, alcançaram o reconhecimento social/cultural de fazer parte daquilo que essa mesma sociedade achou por direito transmitir. De alguma forma, todas as disciplinas que são obrigatoriamente ensinadas nas escolas — estão lá porque em algum momento foram consideradas saberes importantes/essenciais para se aprender/apreender.
A música é parte de um todo cultural. No Brasil, um fragmento dessa cultura está quase para ser ensinado obrigatoriamente numa instituição que — queiram ou não — parece sobreviver a tudo e a todos, a saber: a escola.
Uma coisa é a implementação da música na Educação Básica pura e simplesmente como disciplina obrigatória. A outra é a inserção — junto ao ensino da mesma — de uma concepção de educação musical condizente ao que os educadores musicais, em parte, frutos de suas pesquisas, experiências e reflexões, acham por bem ensinar.

CHERVEL, André. L´histoire des disciplines scolaires: réflexions sur un domaine de recherche. Histoire de L´éducation, nº 38, 1988, p. 59-119.

Augusto Charan – (UnB)

maria isabel Montandon disse...

Pessoal, concordo com vocês que precisamos de ter um estrutura para aulas de música. Mas, se não temos, especificamente, oficialmente e assumidamente aula de música nas escolas, não podemos nem reivindicar melhores condições de aulas. Acho que é preciso irmos por partes. No meu entender, essa questão está sendo deixada de lado no DF há muito tempo. As escolas parques têm boas estruturas e um grande potencial - mas a maior parte dos professores de música de lá não têm formação na área! Fazem o melhor que podem, e muitos têm propostas muito interessantes, mas precisam de formação continuada, e precisam de professores com formação específica! As escolas regulares, como estão? O que pode ser feito? É só enviar kit banda? Isso é cuidar bem da questão? Há sim vários instrumentos sucateando em escolas, mas há anos não se contrata professores de música. Por que o DF tem tanta resistência à contratação de professores de música? Por que não abrem pelo menos algumas vagas? Por que acham que vão resolver a questão comprando um pacote pronto, caro, um modelo único para todos os alunos? E ainda SEM a contratação de professores? Eu não consigo entender essa política do DF....

Por isso gente, acho que vai depender de nós, da nossa mobilização para "arrumar a casa" em termos de ensino de música nas escolas regulares do DF.

Claudionor; Buritis MG disse...

Realmente sem o profissional capacitado para atuar com musica, o investimento ficará sempre sucateado e a educação musical será sempre um faz de conta.
precisamos mudar essa política e efetivar esse ensino, começando pelos profissionais de atuação.

Maria de Barros disse...

Ôi, Isabel!

Sim, com certeza a integração entre secretarias que eu imagino não se daria através da imposição de um decreto sem NENHUMA CONSULTA, nem à própria Secretaria de Educação, muito menos à comunidade de professores de música!Fiquei interessada em conhecer os "bons modelos" aos quais você se refere. Tenho andado muito enterrada na EMB... ;-)) Mas imagino que, havendo essa disposição, não deve ser tão difícil...

Uma das questões que acho que poderiam ter sido regulamentadas num decreto como esse seria a seguinte: já que o argumento para que inicialmente não fosse obrigatória a presença de um professor licenciado na área para ministrar as aulas de música foi que isso inviabilizaria a implementação da Lei num primeiro momento(pela inexistência de profissionais em número suficiente), deveria ser OBRIGATÓRIO que se abrisse vagas para professor de música em todos os concursos públicos, até que essa carência fosse suprida. De 2008 pra cá me parece que as licenciaturas cresceram bastante, assim como se intensificou a discussão sobre a música na educação básica. Acredito que em breve se poderia resolver totalmente essa questão.

Até amanhã!

Clarice Cabral disse...

Concordo com a criação de vagas especificas para professor de música com licenciatura em música com conhecimentos de educação musical e que saiba tocar, pelo menos, o instrumento que tocou na prova de habilidade específica que fez quando ingressou na universidade.
Abraços musicais,
Clarice

Raquel Rodrigues disse...

Quando se fala em ensino da música, estamos falando da prática ou da compreensão musical? Qual o grande objetivo do ensino da Música na educação básica? Eu acho incrível a superficialidade das justificativas (a expressão "o ensino da música é fundamental/importantíssimo/essencial" se repete inúmeras vezes), mas ninguém explica direito qual a importância de se estudar música. Por que é que nós, músicos temos tanta dificuldade de elencar argumentos que nos subsidiem no debate em defesa da valorização da classe?

Ou somos realmente tão ingênuos que apertamos teclas, batemos baquetas e sopramos tubos porque "é bonito" ou "legal"? É importante só porque nós dizemos que é importante? Por quê? Parece infantil questionar assim, mas essas são as perguntas que quem não tem um conhecimento mais profundo de música se faz quando falamos de ensino musical. E se não conseguimos nos convencer, que dirá convencê-los...

Pra mim o desafio do acolhimento da diversidade musical vai da criatividade e do conhecimento do professor - com um pouquinho de análise harmônica dá pra relacionar a sonata ao luar, com, por exemplo, barão vermelho (tá, não é tão contemporâneo assim, concedo. mas é um exemplo válido =) ). A questão é que tem muita gente por aí que não quer sair do seu quadrado (infelizmente), ou não sabe como.

Daí eu acredito que é necessário não só um currículo-base unificado pra todo mundo (com espaço pras devidas adaptações regionais, com respeito e valorização da cultura local), como também a produção de material didático elaborado em função desse currículo e que dê suporte ao professor. É ruim ter um material só, uma grade só pro país todo? É. É ruim não ter material nenhum? Pra mim é pior ainda. Não sei se já aconteceu com vocês, de mudarem de escola e na mudança de metodologias vocês perderem matéria, mas quando eu era criança já quase perdi um ano inteiro com isso - é o inferno, ainda mais quando chega o vestibular e você descobre que não viu aquilo em lugar nenhum e tem que correr atrás do prejuízo. Eu vejo muita gente dizer (não aqui, mas no tititi dos corredores) que não aprova a unificação de materiais porque tira a liberdade do professor - mas e o aluno? como fica? vai estudando qualquer coisa, de qualquer jeito, de acordo com seu professor e pronto, e quando olhar pra trás depois de seus 16 anos de ensino (pré escola/básico/fundamental/médio) vai ver que, no fim das contas não aprendeu nada de concreto ou estruturado? Não admira que a música seja pouco valorizada...

Quanto à interação de pedagogos e professores de música e a qualificação daqueles, uma possível solução seria a realização de cursos de extensão voltados pras necessidades diárias efetivas dos pedagogos. Há falhas estruturais que não há como corrigir de imediato, mas de repente dá pra remediar, ao menos pra educação básica.

Em referência à não obrigatoriedade de atividades complementares, pra mim realmente não faz o menor sentido. Se tivessem me obrigado a participar do clube de artes plásticas da escola eu teria pintado a professora mais de uma vez X p. De repente na ânsia de sensibilizar o aluno, acabamos atropelando o desabrochar da florzinha roxa do amor à música...

Quanto ao conteúdo, sempre achei que tinha que ter uma integração com o currículo das outras matérias (acho história um bom parâmetro. aprender a tocar tambores quando se estuda pré-história, por exemplo. ou ouvir Wagner quando se estuda a Segunda Guerra). Acredito que a partir deste diálogo com as outras disciplinas o ensino da música pode reconquistar seu espaço nas escolas brasileiras.

maria isabel Montandon disse...

Oi Maria, Raquel, Clarice,
muito pertinente o comentário de vocês! Sobre o argumento de não se ter professores suficientes de música, pergunto: Alguém sabe quantos licenciados em música existem no Brasil? Alguém sabe quantos são formados anualmente? Quantos existem no DF? Quem disse que tem que contratar um para cada escola? Sem esses levantamento, sem essas respostas, não há como afirmar nada. Para mim, esse argumento é para quem já, de cara, quer descartar a contratação do professor de música. Uma coisa é argumento, outra é desculpa. Há vários modelos implementados no Brasil que usam sistemas que integram o professor de música com outros projetos, funcionando muito bem.

Outra coisa: integração da aula de música com outras disciplinas - isso está na LDB, nas diretrizes. Não apenas entre as chamadas "artes", mas entre todas as disciplinas. A música não pode ser diferente dos objetivos das outras disciplinas das escolas. E terá que enfrentar os mesmos problemas!

Jonas Camelo disse...

Em relação aos temas, eu aproveito a lista citada acima para dizer que, concordo com quase todos os tópicos, mas enfatizarei mais os tópicos nsº 7 e 8 para o início desta Audiência. porque, não apenas pela grande demanda de professores de música, mas também pelo ótimo momento para aproximar-se mais do planejamento diário escolar.

maria isabel Montandon disse...

Colegas, gostaria de colocar que a temática a respeito de COMO a inserção da música tem sido feita nas escolas poderá ser parte das discussões da Audiências, mas NÂO o FOCO. O Foco é mesmo a construção de diretrizes para a regulamentação da Lei 11.769/2008, principalmente no dia 01 de julho, quando a comissão estará presente. Nossos problemas internos poderão e deverão ser tratados, mas em outro momento e lugar. Lá não é o lugar nem para esclarecimentos (que só podem ser dadas por quem propôs o Decreto, ou retirou a Portaria) nem para cobranças. Esse e outros fatores poderão ser vistos como exemplos de procedimentos relacionados à temática - ou seja, uma análise não do fato, mas do que o gerou. Assim também como os outros estados irão trazer suas experiências e contribuições. Hoje pretendemos discutir um pouco sobre as funções e atribuições do CNE, o que a LDB e outras diretrizes já dizem, e o documento construído pela região nordeste. Acabei de recebê-lo e vou compartilhar hoje à tarde.

Elias do Nascimento Melo Filho disse...

É importante e falta muito no ensino de música a seleção de talentos na música dentro da educação básica, porque assim um bom músico que estuda na educação básica e quer se profissionalizar, acaba desistindo de ser músico, por que por muitas vezes é desmotivado pelos professores em dizer que não vai dar dinheiro ou futuro, e acaba levando o aluno para outras áreas do conhecimento. Para os palestrantes do evento, sugiro a seguinte pergunta: Como os professores devem agir para que esse tipo de aluno siga a carreira da música com afinco e forme outros músicos no futuro?

Uli disse...

Olá a todos! Em primeiro lugar, agradecemos muito a colaboração e disponibilidade de todos que participaram aqui neste blog e também, que puderem ir ontem, na reunião no Depto. de Música da UnB, e também aqueles que acompanharam on line. Estamos em um grande esforço para que todos possam ter voz e pensar juntos, respeitando as diferentes opiniões. Creio que foi fundamental o espaço para tantas opiniões e experiências relatadas. No entanto, cabem esclarecimentos ainda, o que é normal, frente a algo que nos entristece. O que deu para perceber foi a falta de conexão entre as pessoas e instituições (e o próprio governo) que trabalham com educação musical. Creio mesmo que um dos principais acontecimentos de ontem foi impulsionar o estabelecimento de um FÓRUM permanente de interação entre toda a sociedade, todos os envolvidos com educação musical, desde alunos, pais, comunidade, professores, agentes do governo, para que efetivamente possamos construir propostas de ações. Mas ainda sim, gostaríamos de dizer que voltaremos aqui neste blog, neste domingo, (por enquanto), para retirar e publicar propostas que foram ventiladas ontem, e que possam ser consenso para apresentarmos ao CNE nesta segunda, dia 01/07/2013 no que diz respeito à implantação da lei 11769/2008. Convocamos todos a continuarem em contato aqui! Obrigada a todos e bom trabalho a todos nós!

Ricardo Lacerda disse...

Acho que a contratação de professores licenciados é uma forma honrosa de respeitar a figura do músico e sua formação acadêmica, até porque se ele estudou para lecionar e esse deve ser o fim de seu trabalho.Muitos projetos já existem nas escolas e teriam melhor apoio de metodologia com a união do professor licenciado e o mestre de oficinas.Todos sabem da distancia que o acadêmico (mesmo este tendo feito estágios)terá ao ingressar em uma escola pública: nenhum apoio de imediato pela estrutura, muitas vezes pelo corpo docente, e até pela direção. Enfim se estes licenciados encontrar projetos já existentes nas escolas em que ingressarem através de contrato temporário ou concurso público ele poderá apoiar estes projetos na grade curricular a ser ministrada, observando e apoiando de forma produtiva os interesses de cultura da comunidade.

Patrícia L. M. Pederiva disse...

O material para o trabalho pedagógico na Educação Musical deve ser, como ponto de partida, tudo o que o aluno traz de suas experiências cotidianas. Afinal, todas as expressões musicais são também estruturas musicais. Elas englobam uma organização sonora, intrumentação, etc. Por meio do compartilhamento de todas as expressões que os alunos trazem, da comparação, em termos d eestruturas musicais, entre eles, há material pedagógico autêntico e plento de sentido para muito tempo. O papel do professor é possibilitar o espaço para essa troca e abrir espaço para aquilo que os alunos não conhecem também. Mas. o preconceito musical jamais deve fazer parte de um espaço educativo.
Patrícia Pederiva
FE UnB

Andréia Araújo Martinez disse...

Olá, sou Andréia Martinez, mestranda da FE/UnB e professora da SEEDF.
Considero fundamental esse momento e espaço para discussão acerca da implantação da Lei nº 11.769/2008. A lei existe desde 2008, mas ainda não entrou, de fato, no contexto da Educação Básica. Para contribuir nesse sentido, quero convidá-los para uma reflexão acerca do papel do professor pedagogo.
Não conheço a realidade dos municípios e demais unidades da federal, portanto, a minha fala se refere ao que acontece no Distrito Federal. É importante mencionar tal fato, pois em relação à abrangência do nosso país, encontramos diferentes realidades que precisam ser suscitadas e analisadas, respeitando assim, as características de cada lugar.
No Distrito Federal existe o profissional que atua na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, esse profissional é o pedagogo. Nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio quem atua é o professor especialista, que no caso, ainda é o professor de Artes, pois não existe o professor de cada área específica: música, teatro, dança e artes visuais.
Em relação ao professor pedagogo, este é o habilitado a trabalhar com a criança, por isso ele atua nas duas primeiras etapas da Educação Básica. É importante destacar que o trabalho realizado com a criança é diferenciado. É uma fase do desenvolvimento humano muito específica. Que requer uma atenção aos interesses e necessidades desse ser humano que está em fase de desenvolvimento, que busca conhecer e compreender o meio histórico-cultural que o circunda. As atividades realizadas com as crianças não se constitui numa preparação para o futuro. É um momento de exploração, de descoberta, de acúmulo de experiências e de consciência do meio cultural. Então, reforço: é um trabalho muito específico. Além disso, nessas duas primeiras etapas da Educação Básica, procura-se desenvolver um trabalho integral e com isso, evita-se fragmentar o trabalho realizado com a criança.
Assim, é de fundamental importância que se invista numa formação mais completa para o professor pedagogo. Que no curso de Pedagogia existam disciplinas que trabalhe as artes, não de forma generalizada, mas que considere cada especificidade da arte, com disciplinas voltadas para artes visuais, teatro, dança e música. Não basta ter disciplina nessas áreas, é preciso que existam disciplinas nessas áreas com o foco no trabalho com a criança. E para aqueles profissionais que já estão atuando e que não tiveram a oportunidade de receber essa formação, que se invista na formação continuada.
Todo esse contexto que foi suscitado até o momento, refere-se a rede pública de ensino. Na rede particular, em algumas escolas, existe a presença do professor especialista em música, nas duas primeiras etapas da Educação Básica, mas destaco que é importante um trabalho de parceria entre o pedagogo e o educador musical, pois como já mencionei, o trabalho com a criança requer unidade e, sobretudo, respeito às especificidades da infância. O foco aqui, não é a música, mas sim a criança, ou seja, é preciso refletir como criar condições de possibilidades para um trabalho educativo com a música para e com a criança.

Carol Carneiro disse...

Acredito e percebo , considerando inclusive os comentários postados , que é muito necessário que * Orgãos Públicos * Escolas * Professores * Alunos * Comunidade estejam bem afinados e percebo nessa audiência (creio que o forúm no blog e as reuniões presencias frequentes são indispensáveis) uma excelente oportunidade de chegarmos à esse consenso. Todas as opniões são importantes e merecem atenção , pois se tratam de uma experiencia própria. O fato é que no momento em que estipularmos os pontos centrais e termos em mente o resultado positivo que isso tudo poderá gerar na questão da Educação Musical , nessa troca conseguiremos chegar na resposta que desejamos. Portanto a minha opnião na qualidade de pessoa da comunidade e aluna é que os tópicos pontuais são : Qual é a melhor forma de expressarmos e mostrarmos (ensinar) aos estudantes como a música é um conhecimento importante e de valor (considero também o conteúdo e didática) ? Quem somos nós , o que desejamos (inspirada na Profª Delmary Abreu)? Como ter o apoio de * Orgãos Públicos * Escolas * Professores * Alunos * Comunidade? Por fim com o desejo de contribuir para a construção de diretrizes :fundamentalmente é necessário o diálogo entre os grupos e fruto disso.

Gabriel Gonçalves Dias disse...

Acredito que a música deva estar presente no currículo escolar dos anos iniciais aos finais.

Que deva ser uma disciplina que valorize as experiências de cada aluno e para isso deve ter parâmetros cautelaosamente estabelecidos.

Que esses parâmetro devem advir de um amplo debate que deve levar em consideração também a opinião popular, através de pesquisas sérias.

Que os professores de música devem ser os licenciados em música, em todos os anos. E para isso seus cursos superiores devem oferecer subsídios para que os objetos do conhecimento musical possam ser trabalhados nas devidas faixas etárias.

Que os responsáveis pela coordenação das aulas tenham conhecimento mínimo sobre a matéria.

Que criem espaços adequados nas escolas para as aulas.

Que o decreto 34.267 seja revisado para ser ou não implementado.

Para que tudo fosse do jeito que gostaríamos, deveríamos também propor ao CNE que cobrassem uma reforma educacional. Esse modelo é ultrapassado e mecanicista, nós não podemos nos vender nem acomodar por empregos públicos ou espaço no mercado.
A música deve estar acima de interesses políticos e financeiros.

Devemos continuar questionando esse modelo de ensino e o descaso com a educação.

GEM UnB disse...

PROPOSIÇÕES da pré-audiência do dia 28/06.

Apesar de que há necessidade de redimensionar o que cabe real e praticamente ser levado ao CNE, divulgamos aqui a lista de temas levantados por todos os presentes no dia 28/06.

1- Realizar concursos públicos para a inserção de professores licenciados em música no espaço da educação básica;
2- Fortalecer as interações com artistas, mestres e professores no espaço escolar;
3- Fazer cumprir as regulamentações da LDB quanto à formação do professor que deve trabalhar com o ensino de música no espaço escolar;
4- Regulamentar a formação continuada em termos de conteúdo, carga horária, etc.;
5- Fortalecer o diálogo entre instituições formadoras, secretarias, artistas, mestres, músicos, escolas e sociedade – criação de um fórum permanente de discussão do tema;
6- Potencializar os projetos que já acontecem no espaço escolar e criação de novos;
7- Fazer cumprir a participação da sociedade civil na construção das ações sobre o ensino de música nas escolas;
8- Inserir as propostas de educação musical no Projeto Pedagógico das Escolas; (discutir COMO inserir)
9- Levar em consideração o princípio de uma Educação libertadora, democrática, que permita o compartilhamento de possibilidades;
10- Fortalecer os processos de formação continuada dos professores;

11- Fortalecer os processos de estágio, possibilitando uma retroalimentação para a instituição formadora;
12- Discutir até onde seria obrigatória a musicalização e uma continuidade opcional em oficinas; (a lei não diz que a criança DEVE aprender, mas que Escola deve oferecer)
13- Possibilidade de iniciação nas diferentes áreas artísticas e continuidade opcional na modalidade escolhida;
14- Discutir o formato do conteúdo Música no componente curricular “Arte”;
15- Absorver, emergencialmente (ou não), mestres (não licenciados) para trabalhar com a música nas escolas;
16- Ter como princípio da Educação Musical o compartilhamento da diversidade musical;
17- Respeitar a diversidade na sala de aula;
18- Reiterar a experiência prévia dos alunos;
19- Aproximar as instituições escolares dos pontos de cultura;
20- Intensificar a relação entre MinC e MEC a favor da escola; (as secretarias e o MEC não devem perder as suas funções de direito)

21- Definir o papel da música no currículo e no espaço extra-curricular;
22- Definir o que é curricular e o que é o complementar (com o complementar não excluindo o curricular)
23- Refletir sobre uma infraestrutura mínima para o trabalho no espaço escolar;
24- Assegurar que o trabalho pedagógico com a atividade musical contemple - com base no repertório musical acumulado pelas diversas culturas - a interpretação, a expressão, execução e a criação musical;
25- Garantir o espaço para a diversidade de estratégias, abordagens pedagógicas musicais, de acordo com a necessidade das escolas, suas características culturais e a formação dos professores;
26- Enfatizar a música como área de conhecimento e não como ornamentação das festas escolares ou lazer;
27- Definir a liberdade do professor escolher lecionar o conteúdo de Arte de acordo com a sua formação específica; evitando a imposição de outro conteúdo artístico e de materiais didáticos e abordagens pré-determinadas;
28- Definir a concepção de educação musical que fundamenta o trabalho do professor no espaço escolar;
29- Estabelecer o diálogo com toda a comunidade escolar;
30- Assegurar ao professor de música os mesmos direitos e deveres dos demais professores do espaço escolar;

31- Preocupação com a qualidade da aula: ter objetivos e direcionamentos claros (evitando o pensamento de que ela é acessório,descuidando da qualidade musical)
32- Garantir a autonomia da escola e do professor.

Renata Dourado disse...

acho que a educação musical dever ser sistematizada nacionalmente, ou pelo menos a nivel estadual. OS professore deveriam seguir um conteudo pre definido e progressivo de acordo com cada serie do ensino regular. acho que as aulas deveriam ter além do ensino intuitivo da musica, aulas teóricas e historicas. Tudo deveriam ser dado em conjunto. Talvez assim tenhamos uma organização de como e ensinar musica no ensino regular.

Ricardo Lacerda disse...

Analisar e a lei que inclui o ensino de música nas escola públicas é uma forma de apontar as diretrizes para essa nova inclusão de componente curricular. Verbas públicas são direcionadas através de leis e elas tem que ser respeitadas. E essas verbas públicas são garantidas para o seu propósito. E que Este seja cumprido fazendo o direito conquistado pelo cidadão possa acontecer de fato. Diretrizes novas devem ser apontadas, quem sabe assim possam sr feitas novas diretrizes ara outras diciplinas também!

GEM UnB disse...

Parabéns a todos que participaram da Audiência Pública com o CNE, que ajudamos a organizar em junho passado. Vejam!

http://www.youtube.com/embed/m9TSduWL9rk

Nota da Conselheira do CNE – Malvina Tuttman

Tenho a grande satisfação de informar que a Câmara de Educação Básica - CEB/CNE – APROVOU, no dia 4 de dezembro do corrente ano, o Parecer sobre as Diretrizes Nacionais para a operacionalização do Ensino de Música na Educação Básica, bem como o projeto de Resolução que o acompanha, por unanimidade e aclamação.

Tanto o Parecer quanto o projeto de Resolução estarão, nos próximos dias, na página do CNE.

Em nome da Comissão formada pelos Conselheiros Luiz Roberto Alves, Nilma Gomes, Rita Potyguara (Relatora) e Malvina Tuttman (Presidente) e da CEB/ CNE, agradeço a valiosa contribuição de todos (as) que, de forma coletiva e republicana, se empenharam no processo de elaboração desse Parecer - fator fundamental para a sua construção.

Em especial, o reconhecimento da CEB/CNE à ABEM - parceira de todos os momentos - que possibilitou o exercício do pensar e fazer democráticos em todo o país, contribuindo de forma decisiva para que o Parecer se tornasse representativo das várias vozes que se fizeram presentes, principalmente no Simpósio, nas Audiências Públicas e em outros espaços de discussão.

Acredito nessa forma de se pensar e fazer educação! Obrigada pelas lições de companheirismo e compromisso profissional.

O próximo passo é a sua homologação pelo Ministro da Educação.

Precisamos continuar juntos, "de mãos dadas", segundo Drummond.

Malvina Tuttman
http://abemeducacaomusical.com.br/artsg.asp?id=59Nota
abemeducacaomusical.com.br

GEM UnB disse...

Vejam o texto de 16/01/2014. O Presidente da ABEM analisa o Projeto de Resolução aprovado pelo CNE que define Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica. Clique aqui: http://abemeducacaomusical.com.br/sistemas/news/imagens/Analise%20das%20Diretrizes%20para%20operacionalizacao%20do%20ensino%20de%20musica.pdf